terça-feira, 24 de junho de 2008

Recomeçar

  • Recomeçar tem um significado muito
    bonito: como uma nova vida, mas a idéia de
    recomeço pode parecer num primeiro
    momento, exprimir uma situação de “estaca
    zero”, e para muitos pode carregar quase que
    o peso de um fracasso. Como um game over
    num videogame que volta toda história para
    o mesmo começo.
    Num mesmo processo podemos ver
    diferentes tipos de começo. Numa corrida de
    Fórmula Um, por exemplo, temos o começo
    que é a largada, mas também um novo
    começo cada vez que o piloto termina o
    percurso, a cada volta.
    O nascimento é um começo, é a própria
    vida iniciando seu ciclo. Na vida, nem sempre
    este conceito conotará um ponto de partida
    virgem onde nada mais conta, mas também
    como ponto onde tudo se resume e se
    transforma, sem apagar o que já aconteceu
    reorganizando-se, recriando-se. Isto é, pode
    ser um começo fresquinho, novo em folha,
    como pode ser o término de um ciclo que,
    chegando ao fim, recomeça e segue o fluxo
    natural do universo de vida e morte, inércia e
    movimento...
    Nos estudos também começamos de algum
    ponto como maternal ou CA, mas a cada final
    de ano, terminamos a série para
    recomeçarmos no seguinte, e esta analogia
    pode ser extrapolada para diferentes situações
    e fases em tudo que vivemos, enfim, parece
    ser uma lei universal, são ciclos. É aí que
    devemos estar atentos para não julgarmos
    errado o ‘tempo’ das coisas, e para não
    interrompermos, pularmos, ou ignorarmos
    etapas importantes ao nosso desenvolvimento.
    Seja ele qual for, físico-motor, mental intelectual,
    acadêmico-escolar, etc.
    Sendo uma interrupção positiva, ou mesmo
    planejada, o recomeço pode ser cheio de
    entusiasmo, motivação e esperança. Sendo
    uma interrupção premeditada, ou
    simplesmente equivocada, o recomeço pode
    ser cheio de insegurança e encarado como um
    desafio frustrante.
    Tudo isso em ambas as situações na prática,
    pode significar dar uma nova chance a si
    mesmo, renovar as esperanças na vida, ou seja,
    ‘re-acreditar’que é sempre um novo desafio,
    mas, de qualquer forma, pode haver para o
    bem. Pode ser a coroação do completar de
    um ciclo de vida com sucesso, para o abrir de
    novos horizontes. Muitas vezes temos a chance
    de reiniciar, e sabemos que, dependendo de
    como encararmos este evento, pode ser muito
    positivo.
    Os dois lados da moeda estão presentes no
    ano letivo. Como nas ocasiões de término e
    volta às aulas. Tanto no meio do ano como
    no final, o começo das aulas, diferente do que
    deveria ser (a chance de rever amigos que a
    tempos não víamos, descobrir novos fatos
    importantes da vida e do mundo) é visto, pela
    grande maioria, como a volta à rotina
    enfadonha dos estudos. O começo das férias,
    entretanto, é normalmente motivo de
    entusiasmo e euforia.
    Para que um começo bom aconteça,
    precisamos além de tudo, acreditar e valorizar
    a nova oportunidade, tendo atitudes que
    modifiquem positivamente o resultado final.
    Para isso, é importante deixar muitas coisas
    para trás, e transformar as amarguras e
    obstáculos em aprendizados. Nem sempre na
    vida temos só coisas boas. Às vezes passamos
    por situações que preferiríamos não passar.
    Nessas horas, ter sabedoria é fundamental para
    o crescimento. Uma delas, é conseguir tirar o
    lado positivo, mesmo de algo ruim. Fazer até
    do seu sofrimento, aprendizado.
    Recapitulando, o recomeçar é o início de
    um novo ciclo. Ciclos são a origem da vida. A
    própria vida também é um ciclo, passando
    pelas diferentes fases, como nascimento,
    maturidade e velhice. Para vivermos com mais
    harmonia e passarmos pelos diferentes
    começos e recomeços da vida de forma
    saudável e prazerosa, devemos:
  • Ser positivos, tendo fé;
  • Respeitar as pessoas e nós mesmos para
    evitarmos mágoas indesejáveis;
  • Saber ter e dar limites;
  • Ser éticos, tratando os outros como
    gostaríamos de ser tratados;
  • Ser assertivos e percebermos a “hora” e
    o tempo das coisas;
  • Ser pontuais e finalizarmos nossas tarefas
    e responsabilidades;
  • Ser verdadeiros e encararmos as
    dificuldades com realismo, firmeza e
    sabedoria;




Fabiana Fuchs

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